Perdão, do fim-de-semana e do início e meio da semana.
É isto.
domingo, 12 de outubro de 2014
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
A primeira corrida e fotos da segunda
Huh? Como?
Eu explico. A primeira vez que corri por cá fui acompanhada. Dois novos amigos fizeram-me esticar e corri mais rápido: km mais rápido e distância mais rápida. Temperatura agradável, paisagem lindíssima ao cair da noite. Muito bom, 7 estrelas.
Da segunda vez que corri, fui sozinha à descoberta. Desengane-se quem acha que Londres é só caminho plano. Subi e desci, feliz. A temperatura manteve-se agradável e a paisagem é como se segue:

Eu explico. A primeira vez que corri por cá fui acompanhada. Dois novos amigos fizeram-me esticar e corri mais rápido: km mais rápido e distância mais rápida. Temperatura agradável, paisagem lindíssima ao cair da noite. Muito bom, 7 estrelas.
Da segunda vez que corri, fui sozinha à descoberta. Desengane-se quem acha que Londres é só caminho plano. Subi e desci, feliz. A temperatura manteve-se agradável e a paisagem é como se segue:
Foto tirada da janela do meu quarto

Yeap, It's runnable.
Maçazinhas no caminho. Não comestíveis mas lindas de se ver.
É muito bom percorrer um novo caminho, conhecer mais um percurso. Este é ligeiramente desafiante com trail, estrada e alguma altimetria. O verde é uma companhia constante. É bom estar viva e nunca me sinto tão viva como quando corro.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Primeiro post em terras de Sua Majestade
A viagem correu bem. Levantei-me com as galinhas (às 3h30) e só me deitei lá pelas 23h00. Foi um dia e meio para mim.Foi um dia em cheio também.
As primeiras impressões foram estranhas. Na rua, nas lojas só me saíam palavras portuguesas pela boca, isto logo ao início. Com licença, obrigada, Boa tarde, etc. É normal, segundo o que me dizem...
Com 2 dias e meio úteis no Reino Unido, sinto-me um pouco atrapalhada, baralhada. Com 4 dias e meio efectivos, sinto que deveria estar a fazer mais mas os factos dizem-me que: Já tenho conta bancária, número de telefone, morada, marcação para o National Inssurance Number e já enviei algumas candidaturas. Para várias áreas, é esse o mantra: encontra emprego, numa área semelhante de preferência, a Psicologia vem depois.
Tenho tido muito apoio, muito carinho das pessoas com quem estou a viver.
As fotos ficam para depois, ainda espero uma encomenda de terras lusas para poder ligar o telemóvel ao pc. Já tirei algumas, especialmente às diferenças de paisagem. O Instagram já tem algumas fotos.
Agora, back to applying for work.
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
A depressão
A certeza de que nada faz sentido.
O arrastar dos dias, meses, anos, sim anos. O arrastar de uma vida.
A desumanização.
Viver sem existir e existir sem viver.
A luz. A relação. A visão que se alarga e abrange novos olhares.
A vida retorna ao corpo, à mente e ao espírito.
Aos poucos as coisas voltam a ter côr, a ter graça. Um dia volta-se a ter vontade de rir.
Torna-se de novo bom viver.
Se conhecerem alguém que sofra de depressão não julguem, não discriminem. Deem-lhe a mão (se conseguirem, não é fácil) e encaminhem para um profissional da área Psicologia (para a Psiquiatria encaminhará o Psicólogo, se necessário). A depressão não é brincadeira, é algo muito sério, muito forte e pode matar.
A depressão é por vezes silenciosa, pela vergonha.
A depressão mata antes de matar. Mata os sonhos, os desejos, as alegrias, as relações, a esperança.
Todos nós já nos sentimos tristes e sem motivação. Isso não é depressão. Depressão é muito mais do que isso sempre, todos os dias. Parece não ter fim.
Se se sentirem deprimidos, procurem ajuda. A depressão tem cura e nada é melhor do que sair de uma depressão. É voltar à vida e voltar a sorrir.
domingo, 21 de setembro de 2014
Porque corro?
Este pequeno filme ilustra na perfeição a minha razão para ter começado a correr.
Escolhas erradas.
Estar descentrada de mim própria.
Sentir-me perdida.
Sair para correr só porque sim. Olhar para as paisagens e escutar a floresta a rir, é o que faço nas minhas corridas.
No final encontro-me.
Abraço apertado
Escolhas erradas.
Estar descentrada de mim própria.
Sentir-me perdida.
Sair para correr só porque sim. Olhar para as paisagens e escutar a floresta a rir, é o que faço nas minhas corridas.
No final encontro-me.
Abraço apertado
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Um amor de 19 anos
Há 19 anos atrás apaixonei-me. Inicialmente não previ que era paixão pois começou de forma natural e não planeada, no sentido «vamos lá ver no que isto dá». Penso que todas as relações marcantes começam assim, esta pelo menos começou.
Meses adentro ia sentindo o calor da sua companhia. Sempre presente. Sentia os efeitos da sua paixão e a atenção que me exigia constantemente. Não folgo dizer que durante muito tempo não lhe dei o carinho merecido, a atenção que me pedia para que o nosso amor pudesse dar frutos desde logo. Mas a verdade é que o amor ia crescendo dentro de mim.
Ao 6.º ano deste amor finalmente"tombei amorosa". Aconteceu quando senti que se afastava pela minha falta de envolvimento sério (eu era uma garota, mas ainda assim...) Foi em 2004 que percebi e decidi agir para viver este amor em pleno. Assim o fiz nos dois anos que se seguiram vivi uma relação completa, arrebatadora, feliz em todos os momentos. Feliz nas pequenas e nas grandes coisas. Grata nos pormenores e nos pormaiores. Até ao fim de 2005 fomos companheiros, caminhamos de mão dada, evoluímos e crescemos.
Davas-me tudo menos estabilidade. Sabia que era só eu querer e estaríamos juntos para o resto da vida. Mas o que nunca me darias, por mais que eu tentasse e te pedisse (suplicasse até) era a certeza da solidez e a tranquilidade que todas as relações adultas precisam. Sim, o nosso amor foi feiticeiro e sedutor mas nunca trouxe Paz nem me permitiu o equilíbrio.
Em 2005 sofremos um abalo que quase terminou com a nossa relação. De fora apareceu algo que me prometia a tão desejada paz e estabilidade. Reflecti e decidi continuar contigo muito embora todos me dissessem para me libertar de ti. Senti (como senti!) essa decisão desde 2005 até agora. Arrependi-me amargamente e amaldiçoei o dia em que me enfeitiçaste com os teus encantos. Desejei mais do que tudo voltar a ter a oportunidade que tivera em 2005 para que, desta vez, pudesse fazer uma escolha diferente.
Agosto de 2014 chega e dá-me essa possibilidade. Encarei-a de frente e desta vez disse-lhe que sim, apesar de me sentir um pouco velha para embarcar num novo amor. Tontices, nunca somos demasiado velhos para amar. Fiz esta escolha com convicção.
É isso que quero. Quero Amar em vez de amar e sentir Paz em vez de paz. Por isso vou partir para outras paragens, vou-me afastar. Esta escolha vai dar-me a oportunidade de escolher a solidez e a profundidade da relação.
E a ti, meu amor de 19 anos resta-me desejar que mais à frente reapareças, se quiseres naturalmente. Vou continuar a lutar por ti mas amando-me a mim primeiro. Se vieres, estarei de braços abertos para te receber mas nunca mais te porei à frente de mim.
Meu amor, Psicologia. Meu Amor, eu própria.
Sim, falo do meu amor pela disciplina que estudei e exerci profissionalmente até agora. Falo das coisas boas e más que me trouxe, ultimamente mais agri do que doce. É por isso que digo que agora escolho o Amor e isso significa que escolho-me a mim e à vida que quero ter. Recomeço, como se tivesse novamente 20 e poucos anos. Agora, sei o que quero.
Meses adentro ia sentindo o calor da sua companhia. Sempre presente. Sentia os efeitos da sua paixão e a atenção que me exigia constantemente. Não folgo dizer que durante muito tempo não lhe dei o carinho merecido, a atenção que me pedia para que o nosso amor pudesse dar frutos desde logo. Mas a verdade é que o amor ia crescendo dentro de mim.
Ao 6.º ano deste amor finalmente"tombei amorosa". Aconteceu quando senti que se afastava pela minha falta de envolvimento sério (eu era uma garota, mas ainda assim...) Foi em 2004 que percebi e decidi agir para viver este amor em pleno. Assim o fiz nos dois anos que se seguiram vivi uma relação completa, arrebatadora, feliz em todos os momentos. Feliz nas pequenas e nas grandes coisas. Grata nos pormenores e nos pormaiores. Até ao fim de 2005 fomos companheiros, caminhamos de mão dada, evoluímos e crescemos.
Davas-me tudo menos estabilidade. Sabia que era só eu querer e estaríamos juntos para o resto da vida. Mas o que nunca me darias, por mais que eu tentasse e te pedisse (suplicasse até) era a certeza da solidez e a tranquilidade que todas as relações adultas precisam. Sim, o nosso amor foi feiticeiro e sedutor mas nunca trouxe Paz nem me permitiu o equilíbrio.
Em 2005 sofremos um abalo que quase terminou com a nossa relação. De fora apareceu algo que me prometia a tão desejada paz e estabilidade. Reflecti e decidi continuar contigo muito embora todos me dissessem para me libertar de ti. Senti (como senti!) essa decisão desde 2005 até agora. Arrependi-me amargamente e amaldiçoei o dia em que me enfeitiçaste com os teus encantos. Desejei mais do que tudo voltar a ter a oportunidade que tivera em 2005 para que, desta vez, pudesse fazer uma escolha diferente.
Agosto de 2014 chega e dá-me essa possibilidade. Encarei-a de frente e desta vez disse-lhe que sim, apesar de me sentir um pouco velha para embarcar num novo amor. Tontices, nunca somos demasiado velhos para amar. Fiz esta escolha com convicção.
É isso que quero. Quero Amar em vez de amar e sentir Paz em vez de paz. Por isso vou partir para outras paragens, vou-me afastar. Esta escolha vai dar-me a oportunidade de escolher a solidez e a profundidade da relação.
E a ti, meu amor de 19 anos resta-me desejar que mais à frente reapareças, se quiseres naturalmente. Vou continuar a lutar por ti mas amando-me a mim primeiro. Se vieres, estarei de braços abertos para te receber mas nunca mais te porei à frente de mim.
Meu amor, Psicologia. Meu Amor, eu própria.
Sim, falo do meu amor pela disciplina que estudei e exerci profissionalmente até agora. Falo das coisas boas e más que me trouxe, ultimamente mais agri do que doce. É por isso que digo que agora escolho o Amor e isso significa que escolho-me a mim e à vida que quero ter. Recomeço, como se tivesse novamente 20 e poucos anos. Agora, sei o que quero.
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Um anúncio sobre auto-estima
A Dove, marca de renome internacional, fez um anúncio fantástico que retrata como as mulheres têm tendência para se ver. É sabido que as mulheres são as maiores críticas da sua própria imagem o que fala directamente da auto-estima, auto-imagem e auto-conceito do género feminino.
As mulheres têm realmente tendência para ser demasiado críticas consigo próprias, por vezes também o são com os seus significativos ou com o mundo que as rodeia. Podem também ser críticas consigo e pouco (ou nada) com o exterior. Como mulher revejo-me neste anúncio e sei que muitas mulheres que conheço também o fazem. Sei também que é um mal que nos afecta, em termos gerais.
Ser mulher é muitas vezes ser assim, sem dar conta. E é tramado! Sempre que as minhas amigas o fazem à minha frente relembro-as da máxima presente neste anúncio:
"And don't forget: YOU are more beautiful than you think!"
Os homens também sentirão o mesmo face à sua imagem? Penso que sim embora o manifestem de forma diferente.
Que bom seria deixarmo-nos destas limitações mentais. Sei que é possível acarinharmo-nos mais do que fazemos.
Um abraço apertado
Fazer a mala
Dia 24 partirei para Londres, abrindo-me a uma nova experiência de vida que quero rica e plena. Esta semana, faço as malas. Sim, preciso de uma semana!
Estive a visitar sites que dão dicas para fazer as malas de forma eficaz. Levar o máximo no mínimo de espaço, ter atenção ao peso máximo, limitar líquidos, adaptadores, etc.
Este site ajuda bastante, embora me apeteça fazer alguns reparos. Antes, deixo em forma de lista os conselhos enunciados:
Estive a visitar sites que dão dicas para fazer as malas de forma eficaz. Levar o máximo no mínimo de espaço, ter atenção ao peso máximo, limitar líquidos, adaptadores, etc.
Este site ajuda bastante, embora me apeteça fazer alguns reparos. Antes, deixo em forma de lista os conselhos enunciados:
1. Faz uma lista- Check. Sou perita nisto, adoro listas;
2. Não te esqueças do kit primeiros-socorros- Esquece, prefiro levar mais sapatos. A sério, levo medicamentos básicos e os essenciais que tomo todos os dias na bagagem de mão;
3. Limita os teus líquidos- Bom conselho, de cada vez que viajo preciso de ser relembrada;
4. As etiquetas de identificação estão lá para ajudar- Good tip;
5. Cumpre as restrições de bagagem- Que remédio...
Encher demasiado a mala nunca é boa ideia. ©: Highways Agency
6. Guarda espaço para as compras das férias- Esta é uma excelente dica, no entanto vou para ficar pelo este passo não é aplicável no dia 24;
7. Dispensa os sapatos- Are you kidding? São um dos meus bens mais preciosos;
8. Quanto menos cosmética melhor!- Discordo. Sou mulher, não me privem dos meus produtos de embelezamento. Valha-me Deus, isso é que não! Além disso um cremezinho numa embalagem pequenina cabe em qualquer lado;
9. O truque do enrola- Sinto um misto de amor e ódio quanto a este. No entanto, sou fã acérrima do truque de enrolar meias e peças de roupa interior e inseri-las no calçado;
10. Todos os pertences de valor na bagagem de mão- Mantra para dia 24, não me posso esquecer...
Todos os pertences de valor na bagagem de mão. © Jon Rawlinson
11. Não te esqueças dos adaptadores- Compro lá, uma vez que vou para ficar e dá-me jeito o espaço na mala;
12. Leva roupa versátil e não peças arrojadas difíceis
de vestir- Isso faço eu todos os dias. Versátil mas fashion;
13. Sê delicado com as peças delicadas- Sim;
14. Sistematiza a tua roupa- Sim;
15. Leva uma muda de roupa na bagagem de mão- Siiiim, não vá o diabo tecê-las;
16. Não tentes adivinhar como vai estar o tempo –
consulta a meteorologia!- Ehehe, check;
17. Nada de manicures a bordo- Neste caso, vai tudo na mala de porão;
18. Os artigos mais essenciais por cima- Check;
19. Toalhas?- Sim. Neste caso, pois vou para ficar. Também pensei em comprá-las lá mas tenho tantos sets cá em casa que achei um desperdício. Digo não ao desperdício sempre que posso;
20. Strip na segurança do aeroporto- Dispenso, portanto observar bem todas as dicas e regras;
21. Não saias de casa sem o essencial- Nunca saio.
Boas dicas, a lembrar no dia 24 e em todos os que o antecedem pois nestes últimos dias a minha cabeça tem sido povoada por formas inteligentes e estratégicas de fazer a mala. Tanto pragmatismo quase me transforma num homem por isso, levo mais cosmética ;)
Boa viagem. Abraços apertados
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Os duendes
Sou uma pessoa organizada ou, pelo menos gosto de pensar que sim. Gosto de encontrar as minhas coisas como as deixei da última vez que lhes peguei. Gosto de me movimentar em ambientes limpos e arrumados. Sou metódica e quando procuro algo, gosto de o encontrar rapidamente e, de preferência, onde o deixei. Sou um tudo ou nada neurótica, portanto.
Seria de prever que o meu mundo corresse às mil maravilhas no que diz respeito a eficiência, certo? ERRADO!
De vez em quando (não é a maioria das vezes mas sem dúvida muitas mais do gostaria) deixo algo num determinado sítio e quando volto a precisar, não o encontro. Procuro no sítio certo onde juro a pés juntos que o deixei e nada... acrescento que nunca me engano, raramente tenho dúvidas e se digo deixei algo num sítio ai de quem se atreva a dizer o contrário mesmo quando acabo por o encontrar bem longe dali.
Outras vezes acontece outra coisa que me irrita muitíssimo. Trabalho num documento importante e como notórianeurórica perfeccionista deixo-o impecável após muitas algumas mudanças e correcções. Chego mesmo a gastar mais tempo em melhoramentos do que propriamente no trabalho em si de tão insegura boa profissional que por vezes sou. Xiu! Seria de esperar que o trabalho se encontrasse no pináculo da perfeição quando o abro novamente, certo? ERRADO!! Abro o ficheiro e o que é que encontro? Nada menos do que o mesmo trabalho estupendo ainda com mais uma ou outra correcção a ser feita. Encontro ainda um trabalho em progresso ao contrário daquele que tenho a certeza que deixei acabado.
Responsabilidade minha? Nada disso, são eles
Por inverossímil que pareça, habitam na minha residência seres que actuam assim que as luzes se apagam para um merecido descanso. Silenciosos e inodoros sabotam os meus trabalhos e mudam as coisas de sítio. Sacanas. Malandros.
Um dia apanho um e apresento-o como prova de que não sou a despassarada que todos julgam.
Seria de prever que o meu mundo corresse às mil maravilhas no que diz respeito a eficiência, certo? ERRADO!
De vez em quando (não é a maioria das vezes mas sem dúvida muitas mais do gostaria) deixo algo num determinado sítio e quando volto a precisar, não o encontro. Procuro no sítio certo onde juro a pés juntos que o deixei e nada... acrescento que nunca me engano, raramente tenho dúvidas e se digo deixei algo num sítio ai de quem se atreva a dizer o contrário mesmo quando acabo por o encontrar bem longe dali.
Outras vezes acontece outra coisa que me irrita muitíssimo. Trabalho num documento importante e como notória
Responsabilidade minha? Nada disso, são eles
Por inverossímil que pareça, habitam na minha residência seres que actuam assim que as luzes se apagam para um merecido descanso. Silenciosos e inodoros sabotam os meus trabalhos e mudam as coisas de sítio. Sacanas. Malandros.
Um dia apanho um e apresento-o como prova de que não sou a despassarada que todos julgam.
domingo, 14 de setembro de 2014
Passei da marca dos 100km
Desde o momento em que decidi correr a sério ou talvez desde a altura em que tomei o gosto à corrida, tento contabilizar os kms. Motiva-me saber quantos kms corri. Motiva-me também saber que no início nem 3 kms fazia e agora, em todas as corridas, faço pelo menos o dobro. Passaram-se meses é certo, mas também só agora começo a levar os treinos mais a sério tentando integrá-los na minha rotina diária. Agora a corrida é uma prioridade em relação a outras coisas quando antes era apenas algo que fazia se se reunissem todas as condições.
A corrida ajudou-me a limpar a cabeça de coisas que só lá estavam a ocupar espaço e a contaminar o meu dia-a-dia. Agora sinto-me mais leve, mais feliz. E pela primeira vez em muito tempo, orgulhosa de mim e do que estou a alcançar. Já há muito [mesmo muito, tanto] tempo que não acreditava em mim e nas minhas capacidades. A corrida ajudou-me a perceber que consigo chegar ao objectivos que traço, persistindo e acreditando. Ajudou-me a conhecer melhor o meu corpo e a saber que não sou aquela incapaz que pensava ser. Devolveu-me a auto-estima. Tenho muito caminho ainda pela frente, mas agora sei que se continuar a andar vou chegar onde quero porque os limites, esses vivem dentro de mim (de nós), povoam o meu (nosso) pensamento e paralizam-me(nos).
Preciso apenas de continuar a correr, ver os kms a crescer, o tempo a decrescer e o corpo a responder aos meus pedidos. preciso ainda de alimentar o corpo e a mente. Esta díade que avança de mãos dadas para me (nos) formar no que sou (somos.)
E porque ás vezes precisamos de ajudas visuais deixo aqui um excerto do quadro dos meus kms percorridos:
A corrida ajudou-me a limpar a cabeça de coisas que só lá estavam a ocupar espaço e a contaminar o meu dia-a-dia. Agora sinto-me mais leve, mais feliz. E pela primeira vez em muito tempo, orgulhosa de mim e do que estou a alcançar. Já há muito [mesmo muito, tanto] tempo que não acreditava em mim e nas minhas capacidades. A corrida ajudou-me a perceber que consigo chegar ao objectivos que traço, persistindo e acreditando. Ajudou-me a conhecer melhor o meu corpo e a saber que não sou aquela incapaz que pensava ser. Devolveu-me a auto-estima. Tenho muito caminho ainda pela frente, mas agora sei que se continuar a andar vou chegar onde quero porque os limites, esses vivem dentro de mim (de nós), povoam o meu (nosso) pensamento e paralizam-me(nos).
Preciso apenas de continuar a correr, ver os kms a crescer, o tempo a decrescer e o corpo a responder aos meus pedidos. preciso ainda de alimentar o corpo e a mente. Esta díade que avança de mãos dadas para me (nos) formar no que sou (somos.)
E porque ás vezes precisamos de ajudas visuais deixo aqui um excerto do quadro dos meus kms percorridos:
Sinto-me bem a tornar-me numa versão melhor de mim própria.
E pronto, é isto.
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Rainy day
Hoje tinha mais ou menos programado dar uma corrida de manhãzinha. Durante a noite dei conta da chuva nos estores e imediatamente pensei que não ia. Sou uma preguiçosa, pois sou.
Entretanto, tenho estado às voltas com este pensamento: «como farei em Londres?»
Não vou deixar a corrida, isso é certo muito embora esteja bastante desmotivada nestas últimas semanas pois tanto consigo ver melhoras como sinto o meu corpo exausto ao fim de apenas 5 kms. Estes últimos tempos têm-me deixado com a mente a gozar comigo e a chamar-me de fraquinha e menina ranhosa. Tenho sofrido daquilo que chamo auto-bullying.
Acho que a solução é a disciplina quer chova, faça sol ou ambas as anteriores.
Vou-me equipar e pôr a música bem alta para calar as vozes da mente.
Entretanto, tenho estado às voltas com este pensamento: «como farei em Londres?»
Não vou deixar a corrida, isso é certo muito embora esteja bastante desmotivada nestas últimas semanas pois tanto consigo ver melhoras como sinto o meu corpo exausto ao fim de apenas 5 kms. Estes últimos tempos têm-me deixado com a mente a gozar comigo e a chamar-me de fraquinha e menina ranhosa. Tenho sofrido daquilo que chamo auto-bullying.
Acho que a solução é a disciplina quer chova, faça sol ou ambas as anteriores.
Vou-me equipar e pôr a música bem alta para calar as vozes da mente.
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Parque desportivo Eng.º Ministro dos Santos
Ontem fui utilizar este parque. Já conhecia mas por não ser próximo da minha casa ou trabalho não tinha experimentado.
Ora se recomendo. Senão espreitem:
e especialmente:
Inicialmente fiquei apaixonada pela pista de atletismo livremente utilizada pelos utentes do parque. Senti uma energia irresistível e experimentei o piso ainda sem companhia. Corri apenas 2 ou 3 kms (4 ou 6 voltas à pista). E que bem se corre naquele piso macio e lomográfico, que é como quem diz, colorido.
Ao chegar a minha companhia lá seguimos em grupo num passeio pelos lindos jardins do parque, visitando alguns dos seus animais residentes. Não aguentei e tive que experienciar aquele lugar com mais velocidade. Então voei, acompanhada pelo som dos meus passos, respiração e pelos barulhos da Natureza. Corri e senti que bom é correr, que privilégio este de poder dar largas à alegria que temos cá dentro e fazer o nosso corpo deslizar pelos caminhos que vamos traçando pela vida. Quem estava comigo não aprecia corridas, como costumam dizer. A verdade é que a minha energia foi contagiante pois largos minutos depois, dei conta que também correram um pouco por aquele lugar mágico.
No final do dia fomos fazer uma aula de GAP.
Este parque tem ainda à disposição dos utentes piscinas, ginásio, ténis e aulas de grupo (yoga, pilates, zumba, aeróbica, artes marciais, etc.) além de ter boas instalações em balneários.
Fui utente por uma tarde e fiquei fã.
Ora se recomendo. Senão espreitem:
e especialmente:
Inicialmente fiquei apaixonada pela pista de atletismo livremente utilizada pelos utentes do parque. Senti uma energia irresistível e experimentei o piso ainda sem companhia. Corri apenas 2 ou 3 kms (4 ou 6 voltas à pista). E que bem se corre naquele piso macio e lomográfico, que é como quem diz, colorido.
Ao chegar a minha companhia lá seguimos em grupo num passeio pelos lindos jardins do parque, visitando alguns dos seus animais residentes. Não aguentei e tive que experienciar aquele lugar com mais velocidade. Então voei, acompanhada pelo som dos meus passos, respiração e pelos barulhos da Natureza. Corri e senti que bom é correr, que privilégio este de poder dar largas à alegria que temos cá dentro e fazer o nosso corpo deslizar pelos caminhos que vamos traçando pela vida. Quem estava comigo não aprecia corridas, como costumam dizer. A verdade é que a minha energia foi contagiante pois largos minutos depois, dei conta que também correram um pouco por aquele lugar mágico.
No final do dia fomos fazer uma aula de GAP.
Este parque tem ainda à disposição dos utentes piscinas, ginásio, ténis e aulas de grupo (yoga, pilates, zumba, aeróbica, artes marciais, etc.) além de ter boas instalações em balneários.
Fui utente por uma tarde e fiquei fã.
Run Like a girl
Para mim, "running like a girl" significa correr com roupa adequada e técnica mas ainda assim com um aspecto feminino e bonito. Protector solar, creme barral nos pés, unhas pintadas, etc.
I like to run like a girl, tenho que dizer. Gosto de cores femininas. Meias que combinam com a t-shirt ou calções do mesmo tom do relógio Garmin. Porquê não? Quando compro as roupas olho ao preço, à especificidade e às cores, pois então.
De qualquer das maneiras e voltando ao conteúdo do vídeo, não aprecio estigmas de nenhuma ordem e acredito que as pessoas (homens e mulheres) inteligentes e confiantes também não. Quando alguém entra por estes caminhos é inseguro do seu valor e precisa de rebaixar para se sentir menos falhado(a).
Por outro lado, a verdade é que todos nós podemos usar expressões como esta sem pensar muito no assunto. Isso já quer dizer alguma coisa sobre a nossa aculturação e sobre a forma como a nossa sociedade ainda encara as mulheres. Pela minha parte, não aprecio «saídas de mulheres» ou «ginásios de mulheres» ou «aula de mulheres». Simplesmente não acho interessante segregar e penso que abre caminho para que este tipo de pensamento que o vídeo ilustra, se mantenha por muito e muito tempo. Não quero dizer que quem gosta deste conceito de programas apenas «de mulheres» esteja a cristalizar pensamentos
sábado, 6 de setembro de 2014
Pouco é melhor que nada*
Tenho-me sentido cansada. Tenho tido muitas coisas para tratar e muito em que pensar. Talvez por isso sinta o desgaste. O calor também não tem ajudado.
O facto é que tenho sentido um desgaste físico considerável. Cansaço, tonturas, perda de apetite, insónias. Perdi alguns kgs e simplesmente não me posso dar a esse luxo...
Hoje pensei se deveria ir correr. Há 4 dias que não corria e os meus treinos alternados não têm acontecido. Achei que estava demasiado fraca para correr e não queria reforçar esta espiral de mau estar. Deveria parar?
Não parei. Hoje corri menos do que correria habitualmente, mas não parei.
Foi uma decisão. Penso que a acertada. Sinto-me bem com ela.
*na corrida...
O facto é que tenho sentido um desgaste físico considerável. Cansaço, tonturas, perda de apetite, insónias. Perdi alguns kgs e simplesmente não me posso dar a esse luxo...
Hoje pensei se deveria ir correr. Há 4 dias que não corria e os meus treinos alternados não têm acontecido. Achei que estava demasiado fraca para correr e não queria reforçar esta espiral de mau estar. Deveria parar?
Não parei. Hoje corri menos do que correria habitualmente, mas não parei.
Foi uma decisão. Penso que a acertada. Sinto-me bem com ela.
*na corrida...
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Olá Setembro que é como quem diz, recomeço
A forma como tenho olhado para Setembro tem mudado ao longo dos anos. Inicialmente era sinónimo de início de aulas, brincadeiras com os colegas e novas aprendizagens. Ano novo, por assim dizer (muito mais importante do que o evento da passagem de ano). Terá sido assim até ao final do meu percurso escolar, possivelmente.
A entrada no mercado de trabalho trouxe-me a associação entre Setembro e final de férias. Ficava feliz, ainda assim. A degradação das condições de trabalho acabou por retirar toda e qualquer qualquer associação a este mês. Para mim, passou a ser um mês como os outros.
Muitos anos passaram desde então.
Este ano, contudo, voltou a significar algo para mim. Um recomeço. O final de um ciclo e o início de outro.
Viva Setembro.Viva quem olha para as dificuldades e vê uma saída. Viva quem olha para as oportunidades e vê uma porta de entrada.
Extraordinários(as) #1
Não acredito em seguir cegamente alguém. Acredito sim, em seguir a vida e os sucessos de pessoas que considero extraordinárias.
Ao invés de me lamentar pelos percalços da vida, decidi observar e estudar o que fazem os grandes.
Este senhor é Enorme. Uma inspiração.
Ao invés de me lamentar pelos percalços da vida, decidi observar e estudar o que fazem os grandes.
Este senhor é Enorme. Uma inspiração.
Que bem que se está... na Praia, em grande (ou na Praia grande)
Esta 2.ª feira os termómetros subiram. As praias de Cascais estavam cheias bem como os estacionamentos...
Afastei-me da confusão e dei por mim na piscina da Praia Grande. Estava um dia lindo, bastante calor e a tarde na piscina esteve óptima com direito a chuveiro, senão espreitem:
.
Mais tarde, já de saída fiz este pequeno vídeo:
A propósito disto, Miguel Esteves Cardoso diz "Formou-se uma comunidade de fustigados, adoradores tanto dos salpicos como das cachoeiras do Atlântico". Também eu vi e ri com as ondas e o riso dos outros. Todos os anos a Praia Grande surpreende e emociona.
Gosto muito da Praia Grande apesar da autoridade que reconheço àquele mar. Em dias destes olho para as ondas, sinto-me pequenina e penso para comigo «o melhor mesmo é tomar banho em casa». Quando muito molho os pezinhos, espero por dias de mar calmo e ondas mais tranquilas pois também é certo que gosto de mergulhar nelas e sentir-me parte integrante da Natureza.
Um abraço
Afastei-me da confusão e dei por mim na piscina da Praia Grande. Estava um dia lindo, bastante calor e a tarde na piscina esteve óptima com direito a chuveiro, senão espreitem:
.
Mais tarde, já de saída fiz este pequeno vídeo:
A propósito disto, Miguel Esteves Cardoso diz "Formou-se uma comunidade de fustigados, adoradores tanto dos salpicos como das cachoeiras do Atlântico". Também eu vi e ri com as ondas e o riso dos outros. Todos os anos a Praia Grande surpreende e emociona.
Um abraço
Os meus sucessos
Há menos de um ano eu disse para mim algo que já tinha dito antes. Desta vez não o disse com mais ou menos ênfase e nem eu sabia que era para manter. Fi-lo com alguma certeza e outra tanta incerteza.: «Vou começar a correr a sério, vou tornar-me uma corredora!»
Fi-lo pelas minhas razões, agora iguais ou diferentes. Precisava de algo que me animasse, precisava de sentir que era capaz de chegar ao sucesso. Estava numa fase árida na minha vida e precisava de sair. Queria sair. O Pilates e a corrida entraram na minha vida, esta última há muito desejada (e já há alguns anos tentada).
Comecei, largando a correr como se viesse atrás de mim a troika armada de bastões e com aranhas pela trela (ou vendedores agressivos com ofertas espantosas). Poucas centenas de metros depois parava ofegante sem perceber como é que faziam os heróis e heroinas que passavam por mim levemente, a voar baixinho desaparecendo no horizonte pouco depois. Comecei a ler blogues de corrida. Devorei alguns deles e fiz dos seus autores os meus amigos imaginários. Ainda hoje os visito com frequência, como se estivesse a tomar café com um amigo.
Não desisti. Tentei de novo. Usei programas para iniciantes (YupiiRun e Podrunner intervals). No final, reparava que conseguia e a minha motivação aumentava. Queria mais. Liguei-me a grupos de corrida e experiementei perder a vergonha e correr com companhia. Da primeira vez, foi no grupo iniciado do
Correr Lisboa onde corri 40 minutos sem parar, tendo sido brindada por uma guia com um «ah, mas tu já corres!» que tanto me encheu de satisfação.
Desde então continuei, comprei um Garmin, criei playlists, corri. A primeira vez que vi no mostrador 5 kms quase chorei de alegria. Primeiro 5 depois 6, já corri 7 e 8 nos meus domingos longos. Vem o verão e queixo-me do calor. Corro menos vezes mas não paro. O meu máximo foram 8 e picos depois de duas semanas sem correr.
Pronto, é só um sucesso mas conta como muitos. É meu e ninguém mo tira e é uma metáfora para tudo na vida.
Adenda: No domingo seguinte corri 9kms em trail debaixo de um calor abrasador. Venham mais.
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
O Início
Este blog começa em simultâneo com uma grande mudança de vida. Vou deixar tudo o que consegui até agora para perseguir um sonho. Fica por cá muito e pouco, mas fica e eu vou. Levo comigo duas bagagens e todos os projectos que não caberiam no porão do maior avião do mundo. Levo-me a mim e aos meus sonhos.
A grande viagem é dia 24 de Setembro, um mero mês de distância.
Já me sinto lá, no entanto.
A grande viagem é dia 24 de Setembro, um mero mês de distância.
Já me sinto lá, no entanto.
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